Can he tell that I can't breathe?
theme by nee-d; detail applapacia.
“There are two types of waiting. There’s the waiting you do for something you know is coming, sooner or later—like waiting for the 6:28 train, or the school bus, or a party where a certain handsome boy might be. And then there’s the waiting for something you don’t know is coming. You don’t even know what it is exactly, but you’re hoping for it. You’re imagining it and living your life for it. That’s the kind of waiting that makes a fist in your heart.”
~ Unknown (via icanbeyourcocaine)

“Seu pé se entrelaça no meu quando o vento frio entra por essa janela que não fecha muito bem, e não entendo se sou eu que não consigo respirar ou se o ar que resolveu nos deixar a sós. Consigo escutar sua respiração lenta preencher o silêncio desse meu quarto cor-de-rosa no qual você não se encaixa nenhum pouco, mas ainda não dormi. Não consigo dormir. Me pergunto constantemente como é que eu sempre acabo me colocando nessas situações que, eu sei, só vão fazer com que me sinta um lixo pela manhã… Mas aí você aparece com essa cara mansa de quem quer assistir um filme e nada mais, e eu deixo. Deixo você entrar pela minha porta e colocar o maldito DVD no aparelho e fico sentada esperando pelo momento inevitável em que seu braço vai passar por trás dos meus ombros e me puxar para perto de você. E eu vou. Talvez por pura burrice, mas não acho que seja isso. Burrice seria deixar você passar disso – algo que você nunca faz. Não sei se me sinto feliz por você não me tratar como uma vagabunda ou se fico triste porque você sempre parece capaz de se controlar. E eu quero que esse seu controle desgraçado se quebre como se fosse uma janela de vidro estilhaçada pelo vento descontrolado.
Deitada assim, estou no meu limite.
Seu cheiro de todas as coisas infernais do planeta está por todo o quarto. E eu sei que vai demorar uma semana para sair do meu travesseiro. E três banhos para sair do meu cabelo. Seu cheiro sempre fica muito mais tempo do que você. Meu coração bate de uma forma tão acelerada que não sei como você ainda não se acordou para ver se não estou morrendo de arritmia cardíaca – e a resposta é que sim, eu estou. Estou morrendo porque você está assustadoramente perto e isso me faz mal. Mas não adianta dizer esse tipo de coisa para você. Já tentei, lembra? Disse tudo isso. Gritei com você por ficar brincando comigo, aparecendo assim de madrugada como se fosse o melhor amigo do mundo, e depois indo embora como se a noite tivesse sido um pecado. Eu disse que não queria isso com você. E você riu de mim. E prometeu nunca mais voltar.
Aí, apareceu duas noites depois.
Não sei se eu sou o amor da sua vida ou se você não tem mais ninguém para ligar nessas noites frias. Você me pediu para ser sincera, mas acho que quem está mentindo é você. Talvez acreditar ser indomável faça com que você se sinta melhor a seu respeito. Talvez seu coração também bate assim e isso te apavore. Não sei. Não entendo. Mas pensa nisso: eu continuo aqui, deitada, com os pés entrelaçados nos seus e as mãos tremendo de tanta coisa que sinto. E tudo que eu te peço é para abrir a boca e falar. Não precisa procurar no dicionário pela coisa mais correta – diz o que você sente, e isso vai ser bom o bastante para mim. Não foge. Não desvia o assunto. Não puxa minha mão. Não brinca com meu cabelo. Não me olha esperando que eu entenda o que isso significa. Fala. Grita. Ficar em silêncio é um erro.”

“As pessoas não se apaixonam muito hoje em dia. Elas preferem estudar, ganhar dinheiro e viver outras experiências. Faça uma enquete rápida e concluirá que quase ninguém crê no amor. Quando mais você sabe da vida, menos você se apaixona. A paixão nasce da ignorância: quanto menos sei sobre você, e mais eu quero saber, mais vulnerável eu fico. Só que atualmente ninguém mais quer saber de ninguém, além de si mesmo. Todos uns cínicos.”
~ Gabito Nunes. (via alentador)

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